segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Paixão pelo fado

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O ano havia começado há poucos dias e aquela seria minha última noite em Portugal depois de exatamente um mês e, num restaurante tipicamente português chamado Vossemecê, no centro de Lisboa, tocava um “fado bandido”. Envolvida com os versos cantados por uma voz marcante e suave que contava a história do fado cansado de ser fado e prestes a ser extinto, mas que ao lado da pessoa amada poderia voltar a ser o que era; a voz baixa do meu tio me desviou a atenção:
- Isso é Lisboa, Bela. É “Lisótima”.
Quadro "Fado Azul" de Márcio Mello

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Carnaval com Rock and Roll

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Nunca fui fã de carnaval. Quando eu era criança, meu pai nos levava para assistir aos desfiles da escola de samba do bairro em que morávamos, mas nunca dava certo. Começava devagar pelos meus pés, depois subia as minhas pernas e chegava forte no meu coração a vibração dos tambores. Assustada, eu começava a chorar e subia imediatamente pro colo do meu pai, implorando pra voltar pra casa.

O tempo foi passando e as marchinhas do colégio só serviam mesmo pra perder aula jogando espuma nos meus amigos e correr das serpentinas que embaraçavam meu cabelo. Na adolescência aprendi a fugir pro sítio com meus amigos, aonde tocávamos violão em volta da fogueira e nos preocupávamos em passar a tarde na cachoeira, ou até mesmo deitados na rede ouvindo as histórias do meu avô e jogando baralho até amanhecer.


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