O ano havia começado há poucos dias e aquela seria minha última noite em Portugal depois de exatamente um mês e, num restaurante tipicamente português chamado Vossemecê, no centro de Lisboa, tocava um “fado bandido”. Envolvida com os versos cantados por uma voz marcante e suave que contava a história do fado cansado de ser fado e prestes a ser extinto, mas que ao lado da pessoa amada poderia voltar a ser o que era; a voz baixa do meu tio me desviou a atenção:
- Isso é Lisboa, Bela. É “Lisótima”.
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| Quadro "Fado Azul" de Márcio Mello |



