Cordel Encantado estreou na segunda feira passada (11/04) e apesar de registrar um ibope baixo durante o primeiro capítulo (24 pontos), a trama elaborada por Duca Rachid e Thelma Guedes já se recupera — agora, com 27 pontos.
Porém, não é neste quesito que pretendo elaborar esta postagem, mas sim falar o que a nova novela resgata — a literatura de cordel.
De origem portuguesa, o cordel ganhou este nome porque os pequenos livros que traziam a típica poesia do estilo, eram expostos em barbarte. Mas, antes de tudo, este tipo de literatura é uma manifestação popular.
Hoje, o cordel é mais comum na Região Nordeste. Da Bahia a Pernambuco as características são bem parecidas. Geralmente contam a história do local, falam sobre as festas, descrevem milagres e, principalmente, falam do cangaço.
A maioria dos trabalhos são vendidos pelos próprios autores. O cordel também é conhecido como literatura oral, já que muitas vezes era declamado em forma de canto acompanhado de alguma viola.
Cordel EncantadoO que escrevo é aprovado
pela vítima citada
vale dizer, nesse caso
eu fui até intimada
não nego prenda a ninguém
que prenda é mimo do bem
pra quem ama e é amado.
Trecho de Cordel Censurado de Tere Penhabe
Na novela existe um misto deste tipo de literatura com os contos-de-fadas. A trama conta a história de Aurora (Bianca Bin), filha do Rei Augusto (Carmo dalla Vechia) e da Rainha Cristina (Aline Moraes), soberanos da fictícia Seráfia do Norte.
Durante uma viagem em busca de ouro, Úrsula de Bragança (Débora Bloch), que tem inveja da Rainha, arma uma emboscada para matar a Cristina e Aurora. A Rainha falece, mas esconde a filha na casa de um casal de lavradores que a chamam de Açucena.

Acho que vale a pena. É uma produção muito bem feita, as interpretações são ótimas (atenção para Bianca Bin) e os figurinos muito bem trabalhados ;D.




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