"Não sei o que o amanhã trará”
A exposição “Fernando Pessoa, plural como o universo” está em exibição, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro.
Os curadores da mostra, Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith, colocam os visitantes em um quebra-cabeças dos heterônimos do poeta português — Alberto Caeiro, Álvaro Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares. Eu, que estive na mostra no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, não soube decifrar aonde começa e aonde termina Fernando Pessoa.
Muito bem planejada, a instalação parece buscar provocar no público a sensação de não ser apenas um — Em uma das salas que entrei, eu me lembro de ter perdido as contas de quantas de mim eu vi, porque nas paredes estavam afixados vários espelhos. Mesmo quem não conhece a obra vai adorar a exposição o trajeto é lúdico e seduz a cada poema.
Os outros de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa nasceu em 1888, na cidade de Lisboa, em Portugal. Morou na África e retornou à capital portuguesa aos 17 anos. Foi editor, jornalista, empresário e inventor. Ainda hoje, mesmo depois de sua morte, em 1935, são encontrados trechos inéditos do autor. A marca de sua poesia foi a criação de heterônimos, personagens completos e fictícios dele próprio
Álvaro Campos Franzino engenheiro naval e viajante, de origem inglesa. De personalidade tão emotiva que chega a ter momentos histéricos. Campos é o heterônimo de Pessoa que demonstrou em seus textos uma passagem de fases poéticas Começa com os pés calçados de Simbolismo, mas depois se rende à velocidade da vida urbana e ao futurismo.
Ricardo Reis Cresceu em um colégio jesuíta, onde aprendeu latim e grego, o que influenciou em sua poesia, que faz alusões à mitologia e busca ser o mais refinada possível. Mais tarde, se formou em medicina, mas não chegou a exercer a profissão. Conservador, Reis era monárquico e contrário aos ideais republicanos que se instauraram em Portugal, por conta disso, emigrou para o Brasil, onde passou a viver. A data de falecimento é desconhecida.
Alberto Caeiro Sem um vocabulário rico, Caeiro é simples, Caeiro é livre. Órfão de pai e mãe, criado pela avó no campo, não teve a oportunidade de concluir nem os estudos primários, por conta disto, seu português é ordinário. Ricardo Reis, certa vez disse sobre ele: “A vida de Caeiro não pode narrar-se, pois que não há nela de que narrar. Seus poemas são o que houve nele da vida. Em tudo mais não houve incidentes nem há história. O mesmo breve episódio, improfícuo e absurdo que deu origem aos... poemas de "O Pastor Amoroso" não foi um incidente, senão por assim dizer, um esquecimento." Vítima de tuberculose, falece aos 26 anos, em 1915, em Lisboa.
Bernardo Soares Morava em um quartinho alugado perto do local em que ele trabalhava como guardador de livros, em Lisboa. Pessoa e Soares se conheceram em um local frequentado pelos dois. Na oportunidade, Soares mostrou a Pessoa O livro do desassossego, fragmentos biográficos que o solitário guarda livros escreveu. A obra foi a que mais fez Fernando Pessoa se aproximar do romance.
Exposição Fernando Pessoa, plural como o universo:
Entrada franca
Período: de 25 de março a 22 de maio de 2011
Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro | Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2253-1580
Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 12 às 19h
Os curadores da mostra, Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith, colocam os visitantes em um quebra-cabeças dos heterônimos do poeta português — Alberto Caeiro, Álvaro Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares. Eu, que estive na mostra no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, não soube decifrar aonde começa e aonde termina Fernando Pessoa.
Muito bem planejada, a instalação parece buscar provocar no público a sensação de não ser apenas um — Em uma das salas que entrei, eu me lembro de ter perdido as contas de quantas de mim eu vi, porque nas paredes estavam afixados vários espelhos. Mesmo quem não conhece a obra vai adorar a exposição o trajeto é lúdico e seduz a cada poema.
Os outros de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa nasceu em 1888, na cidade de Lisboa, em Portugal. Morou na África e retornou à capital portuguesa aos 17 anos. Foi editor, jornalista, empresário e inventor. Ainda hoje, mesmo depois de sua morte, em 1935, são encontrados trechos inéditos do autor. A marca de sua poesia foi a criação de heterônimos, personagens completos e fictícios dele próprio
Álvaro Campos Franzino engenheiro naval e viajante, de origem inglesa. De personalidade tão emotiva que chega a ter momentos histéricos. Campos é o heterônimo de Pessoa que demonstrou em seus textos uma passagem de fases poéticas Começa com os pés calçados de Simbolismo, mas depois se rende à velocidade da vida urbana e ao futurismo.
Ricardo Reis Cresceu em um colégio jesuíta, onde aprendeu latim e grego, o que influenciou em sua poesia, que faz alusões à mitologia e busca ser o mais refinada possível. Mais tarde, se formou em medicina, mas não chegou a exercer a profissão. Conservador, Reis era monárquico e contrário aos ideais republicanos que se instauraram em Portugal, por conta disso, emigrou para o Brasil, onde passou a viver. A data de falecimento é desconhecida.
Alberto Caeiro Sem um vocabulário rico, Caeiro é simples, Caeiro é livre. Órfão de pai e mãe, criado pela avó no campo, não teve a oportunidade de concluir nem os estudos primários, por conta disto, seu português é ordinário. Ricardo Reis, certa vez disse sobre ele: “A vida de Caeiro não pode narrar-se, pois que não há nela de que narrar. Seus poemas são o que houve nele da vida. Em tudo mais não houve incidentes nem há história. O mesmo breve episódio, improfícuo e absurdo que deu origem aos... poemas de "O Pastor Amoroso" não foi um incidente, senão por assim dizer, um esquecimento." Vítima de tuberculose, falece aos 26 anos, em 1915, em Lisboa.
Bernardo Soares Morava em um quartinho alugado perto do local em que ele trabalhava como guardador de livros, em Lisboa. Pessoa e Soares se conheceram em um local frequentado pelos dois. Na oportunidade, Soares mostrou a Pessoa O livro do desassossego, fragmentos biográficos que o solitário guarda livros escreveu. A obra foi a que mais fez Fernando Pessoa se aproximar do romance.
Exposição Fernando Pessoa, plural como o universo:
Entrada franca
Período: de 25 de março a 22 de maio de 2011
Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro | Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2253-1580
Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 12 às 19h






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